Quem vive o dia a dia da cidade sabe: a tecnologia só tem valor quando resolve problemas concretos. Foi com esse norte que participei, em São Paulo (23–25/09, Expo Center Norte), do Cidade CSC 2025, imerso nas trilhas de GovTech, Saúde Digital e Inclusão Social. A síntese é simples: menos fila, menos burocracia, mais serviço entregue.
O diagnóstico
Nas conversas com gestores e especialistas, um ponto foi unânime: ainda nos falta cultura para uso de IA e novas tecnologias no setor público. A implantação patina quando o time não domina conceitos básicos e quando os processos não estão preparados para automação. Some a isso a dificuldade de treinar servidores e temos a raiz de muitos projetos que não saem do papel. Por isso, educação em IA deixa de ser “tendência” e vira requisito.
O que o mundo está fazendo
Os números do evento falam por si: US$ 3,7 trilhões investidos em TI no mundo no último ano; no Brasil, R$ 59 bilhões, sendo 50% em software. A direção é clara — serviços e plataformas na nuvem, dados estruturados e IA no centro das decisões. Olhando para referências internacionais, destacam‑se os quatro pilares que sustentam o avanço tecnológico: Computação em Nuvem, Big Data, IoT e Inteligência Artificial. Não é sobre “pular” para a novidade da vez, e sim dominar e escalar o que funciona. Como ouvi por lá: “Inovação não é pular etapas para uma tech nova; é dominar e escalar.”
Princípio orientador: foco no cidadão
Para o cidadão, pouco importa a tecnologia. Importa o impacto: conseguir marcar consulta, ser atendido mais rápido, resolver um pedido sem enfrentar papelada. A tecnologia é o meio — o fim é qualidade de vida. “O futuro é construído no presente.” Cada melhoria pequena, hoje, gera confiança para dar o próximo passo.
IA como “despachante universal” da burocracia
Uma imagem que resume bem o potencial: a IA como despachante universal. Ela lê normas, cruza dados, preenche formulários, verifica documentos e encaminha processos. Tudo o que é repetitivo e de regra clara pode ser acelerado, liberando pessoas para as decisões que exigem sensibilidade e contato humano.
Saúde Digital: onde começa nosso piloto
Na saúde, os ganhos são imediatos. Com regulação automatizada via IA, é possível ordenar filas com base em critérios clínicos e descomplicar a jornada do paciente. Teleconsulta e interconsulta evitam deslocamentos e reduzem filas; modelos preditivos ajudam a prever picos de demanda e ajustar agendas e insumos. Resultado? Menos espera, menos exames desnecessários, mais acesso.
Concluindo
Cruz Alta volta do Cidade CSC 2025 com um compromisso: colocar a IA para trabalhar pelo cidadão. Menos burocracia, mais atendimento, decisões guiadas por dados. E isso começa com pessoas — formando nosso time e colocando pilotos para rodar.

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